segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Festa da FiRma

Não sei vocês, mas, honestamente, não sou fã de festas da empresa. E aí que mora o problema. Exatamente por não criar nenhuma expectativa, elas sempre acabam sendo legais ou acontecendo alguma coisa acima da média. Em 90% das vezes. Pelo que eu consigo lembrar... =X

E, então teve a festa de fim de ano… 

Nesse não tão novo assim departamento que eu trabalho, geralmente eu termino a festa na companhia de duas três pessoas: o cara que me dá carona todos os dias, a esposa dele e o meu amigo de festa. 

(Eu tenho um amigo de festas da firma, acreditam? Chegamos a essa definição nesse encontro. Trabalhamos no mesmo lugar, mal conseguimos nos ver, quando conseguimos os cumprimentos são rápidos e/ou a distância, mas toda festa... parceria de breja até o fim.)

Voltando ao pub…

Lá estávamos nós três. Bem pertinho do palco, esperando a troca de bandas. 
Nesse intervalo, eu já estava aloprando os guris: "Poxa, será que não vai tocar Bon Jovi? Poxa, poxa, pooooxa!"

Até que a segunda banda, finalmente, entrou no palco. Quando eles tocaram os primeiros acordes…
Fuéééén! 
Teve uma rápida queda de energia, seguida de um ~ahhhh~. 

Já aproveitei pra largar um "Bon Jovi" pro pessoal da banda. 

E, enquanto a banda religava a aparelhagem, eis que meu praça de festa começa entoar:

"Tommy used to work on the docks,
Union's been on strike"

Não tive dúvidas e me juntei ao coro. Assim como o cara da carona.
E o pessoal ao redor. E foi se espalhando.
Nisso, a banda voltou e continuou de onde estávamos. 
Um colega veio correndo detrás e subiu no palco para cantar.

Sabe cena de filme? Aquela em que uma pessoa começa a bater palmas e todo mundo vai na onda?
Foi assim.

Surreal.
Simplesmente épico. 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O que você que ser (quando crescer)?

Durante um tempo, mais ou menos do pré ao primeiro ano do ensino médio (ainda chama assim hoje em dia?), eu quis ser dentista. Entretanto, no primeiro dia de aula do ensino médio, quando o professor questionou minha pretensão para o vestibular, eu não soube responder. E, estou nesse limbo desde então.

Sempre gostei de escrever. Fato. Em 2008, um caro amigo apresentou-me o Blogger e um novo mundo surgiu (minha cabeça explodiu seria menos clichê?!). Era perfeito para mim, que morava sozinha, que queria falar das minhas experiências, em sua maioria cômicas e nada glamourosas. Daí surgiu o Brócolis!. 

Anos depois, veio São Paulo e o boom dos blogs e blogueiras de moda. Acreditei que essa seria a hora de me ~realizar profissionalmente~. De fazer isso, que eu tanto adorava, virar minha fonte de renda. Foi quando comecei o Sereias Afogadas

Eu adorava me dividir entre aqui e lá. Acordava pensando nisso, dormia pensando nisso, só conversava sobre isso. Virei uma pessoa monotemática - acredito até que influenciei uma ou duas pessoas com o assunto e chateei muitas outras -, enfim, era uma apaixonada. 

Com o Sereias, eu atingi um número de acessos regular. Adorava monitorar os posts, fazer pesquisas, escolher fotos, receber comentários, emails, likes… era algo mágico! (Agora mesmo, vendo as linhas se preencherem com minhas palavras nesta tela quase vazia, posso sentir o mesmo e me pergunto "por que tanto tempo longe?"). 

Então, veio ~ascensão profissional~ de verdade. Não aqui, no meu maravilhoso e imaginário mundo dos vegetais/aquático, infelizmente, mas no tal ~mundo real~. Isso foi lá pela metade de 2015. E aí, eu precisava urgentemente me qualificar. Certificações, - internas e externas -, a volta para o inglês e as pós. A ~JJJJênia~ aqui teve a brilhante ideia de fazer duas ao mesmo tempo. Um MBA e uma pós, para ser mais exata. E foi uma loucura.

Durante todo esse tempo, eu mal tinha tempo para mim. Deixei de sair com amigos, de ler meus livros, assistir filmes e séries, abandonei o promissor balé, e, por muitas vezes, até a música. Perdi a vontade de qualquer coisa. De escrever, inclusive. De escrever, principalmente. Algo que eu sempre amei e fiz sem pensar muito. E, essa foi uma das coisas mais frustantes desse período. Muitas vezes, quando sobrava um tempinho, só queria… sei lá… olhar para o teto. Drama demais? Pode ser. Cansaço? Muito!

Agora estou aqui. Novamente. Sentada na frente do computador, sentindo-me enferrujada, sem lembrar das mudanças ortográficas, sem saber onde colocar as vírgulas. Ainda cansada, ainda esgotada. Algumas certificações concluídas, tentando me dedicar ao inglês, MBA faltando buscar o diploma e pós com defesa de tese a marcar; mas, a sensação de vazio voltou, o limbo tornou a se fazer presente. Executo meu trabalho "real", porém, não me sinto plenamente capacitada e tão realizada como aqueles que estão ao meu redor. E isso é muito, muito, mas, muito frustrante para mim. A velha e conhecida sensação de nadar para morrer na praia. 

Trabalhar com algo que eu gostasse sempre foi um objetivo, ~um sonho~ que parece se tornar cada vez mais distante. E o que mais complica é o fato de eu ainda não ter uma clara ideia do que eu gostaria, verdadeiramente, de fazer. Desejo que você não viva esse pesadelo. 

Depois de muito pensar, resolvi voltar para cá e espero que consiga manter a frequência. (Ajuda eu!!) Pois, por mais que não seja profissionalmente, escrever ainda me é algo muito prazeroso. Assim como espero que, para você, seja me ler. Estava com saudades. Um ótimo 2017!