domingo, 27 de setembro de 2015

Nas Nuvens

Ali, mais ou menos na altura da Brigadeiro, encontramos com ela. 

E, quando ela adentra a Paulista... um sorriso se faz em seu rosto. 
Ela não consegue segurar. Desses grandes mesmo. 
Ver o fim de tarde, o movimento da avenida, os diferentes estilos arquitetônicos… Cada dia, cada olhar, cada ângulo traz um detalhe novo.

A partir de agora, é como se entrasse em alfa… De fones, não enxerga mais as pessoas, mas sim, as cenas, os gestos. Um abraço entre amigos a sua frente, um casal apaixonado num canto, músicos, barraquinhas, mini exposições, gentilezas, cores… Tudo a encanta!

De vez em quando, um meio sorriso lhe escapa.
Às vezes um inteiro. É como se ela tivesse segurando somente para si e, de repente, explodisse. 
O que a faz sorrir? 

As cenas inusitadas e os encontros inesperados a sua frente (aliás, quantas pessoas se encontram ao acaso na Paulista!), e sim, seus fones. 
Como esquecer de suas músicas galhofas?! Volta e meia, ela ~lip sync~ (sorte dos nossos ouvidos que é só dublagem mesmo!) ou larga mais alguns daqueles sorrisos…

E, então, eis que ela nos troca, deixando a Paulista pela Peixoto...

Ah! Quem a vê andar desse jeito, acha que não tem problemas.
Ah! Quem a vê andando nas nuvens, acha que está com a vida ganha!




* Conjunto de relatos de amigos mexicanamente romanceado…
** E, eu me distraio facilmente quando estou na rua, se eu não responder a uma saudação é apenas viagem + miopia mesmo. Melhor me parar! ;)