quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Chinelona

Estava eu atrasada pro meu dia de menininha - salão, pé, mão, depilação, brrrr... - ameaçando chover e, como sempre, saindo de casa toda estabanada.

Assim que cheguei na rua, a chuva veio, e, logo, percebi que peguei a pior sombrinha disponível no balde. De todas as milhões (sem zoeira, deve ter umas 8 lá), escolhi a sem botão, enferrujada, torta, enfim, tragédia anunciada.

Tudo muito bem, já meio molhada pela ineficiência do apetrecho e da inabilidade desta que vos escreve, no ponto de ônibus, subo no veículo e, de pronto, percebo uma passada muito estranha. Meu pé leve, todo desengonçado. O busão fecha a porta e arranca. E, eu, só aí, realizo que minha Havaianas me abandonou. 

Atrasada, molhada, no ônibus, sem ter como retornar, lá vou eu de chinelo arrebentado para o salão. 

As duas quadras que me separavam do meu destino final, levaram uma eternidade a serem percorridas. E eu andando #toderrada, arrastando o pé, (sem chance de ir descalça!), tive um ataque de riso rídiculo pelo caminho.

Afinal, era só o que me restava. As pessoas que me encontravam, riam, ficavam com dó, se ofereciam pra me ajudar (!)... Incrível! 

Finalmente, no salão, depois de mais risadas, enjambramos, com um grampo de cabelo, a volta do chinelo no maior estilo pedreragem way of life que a gente tanto ama!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Ela-Ele

Ela disse que gostava dele.
Ele saiu gentilmente pela tangente e nada respondeu.

Para ela, gostar era um degrau acima do nada. Longe de amar, apaixonar, querer bem. Seria, talvez, um começo. 
Na cabeça dele, ela chegaria na porta da sua casa, com um Tiffany, um pedido de casamento e querendo uma penca de crianças remelentas.

Ela era franca e direta.
Ele se escondia em tiradas engraçadonas.

Cada um por si, ela seguiu seu caminho. 
Ele… ela não sabe.