sábado, 11 de janeiro de 2014

Cotidianas

No caminho para o trabalho, perto de um dos pontos em que o ônibus para, tem um lugar que vende sucos. Sucos de fruta mesmo e os preços são bem em conta. Sei que são fruta porque dá para ver o pessoal fazendo. Enquanto um fica no balcão, cobrando e servindo, o outro, lá atrás, fica fazendo os sucos.
Hoje o balcão estava repleto de fregueses. Nunca tinha visto assim.
Tinha um moço de camiseta amarela e uma vassoura na mão, meio de lado com as pessoas que estavam ao balcão. Provavelmente trabalha na loja vizinha. 
O homem do balcão serviu um suco de laranja a um freguês. Um copo grande.
Depois pegou um copo normal e encheu de novo. Com o mesmo sabor de suco. E deu ao moço de camiseta amarela.
Ao receber o copo, o seu rosto iluminou-se. 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Cotidianas

Eu ando muito de ônibus em São Paulo. E gosto. Claro que não quando está em modo ~lata de sardinha~. 
Prefiro o ônibus ao metro. Porque gosto de observar. Ser telespectadora das ruas, dos prédios, das pessoas, das cenas que acontecem. 
Costumo retratá-las aos colegas de trabalho, porque meu trajeto de busão é casa-trabalho. E agora, se me permitirem, vou compartilhá-la com vocês. 
São atos simples, sem começo e sem fim, mas que me chamam a atenção. 

Ao lado do banco vive um morador de rua. Tenho receio dele. Porque num dia de chuva, ele pulou numa poça da calçada e encharcou uma colega. 
Ele tem o cabelo parafinado, sabe? Tipo surfistão. Aí, lá no trabalho quando falamos dele, chamamos assim: o Surfistão.
Aí fico me questionando quem será que descoloriu/parafinou o cabelo dele.
Porém, isso não é o que me leva a escrever sobre ele. E sim seu companheiro. 
De uns tempos para cá, Surfistão arranjou um companheiro que fica lá no seu canto: a estátua de um cachorro. Parece-me ser um buldog inglês, mas como não entendo muito sobre raças de cachorro...
Queria tirar uma foto. Do cão. 
Mas tenho receio.