quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Inspire-se!

Meu celular tocou faz, pelo menos, 10 minutos. Indicando que é hora de dormir. E eu estou aqui escrevendo.

Estive no médico semana passada. Levei puxões de orelhas. Nada básicos. Tomei remédio. Fiquei banza, porque apesar de fazer escarcéu no twitter quando estou com dor, quase não tomo remédios.

Mas, mesmo antes de ver o doutor, já tinha me decidido a mudar, um pouco, ao menos. 
Porque quando você reclama muito ou só lamenta, tem algo errado nisso. Algo de muito errado. E quantas vezes vim aqui só para isso?
Comecei a analisar se o lado errado da situação não era eu. "Sim, você tem razão em reclamar, em lamentar, mas, o que você está fazendo de concreto para mudar isso?"
Nada. Apenas nada.

A verdade é que quando você se acomoda a uma situação, é bem difícil se mexer. Que dirá mudar. 
Mas, eu estou começando. Devagar. Um passinho de formiga por vez. Mas, eu vou conseguir. Eu vou.

Resolvi começar pelo que achei mais ~fácil~: alimentação.  Fui inspirada pela Guiga e seu novo blog. 
E estou mudando meus hábitos alimentares. O #vaigordinha vai morrer? Jamais! Nunca (espero!) serei dessas radicais que come só "coisa que faz bem". Fui #vaigordinha a vida toda, não vou crucificar um BK ou um Mc de uma hora para outra. Estou, sim, tentando me alimentar melhor, mas não virei um cardápio exemplar. 

Porém, coloquei uma garrafinha d'água ao lado do meu computador no trabalho, por exemplo. Porque se não fizer isso, eu esqueço de tomar água. Esqueço. É fato. 
Estou tomando café da manhã (aleluia!) com direito a granola + aveia + iogurte. 
Coloquei o despertador para me avisar que de três em três horas (mais ou menos) tenho que comer um belisquete, ao menos. 
Estou pedalando, ao menos uma vez por semana. Não consegui criar uma rotina ainda, infelizmente. Me sinto cansada demais. Opa! Olha eu reclamando de novo!
E, coloquei o despertador para me avisar que tenho dormir também, para ver se paro com esse mau hábito de ir para cama de madrugada. Como ele gentilmente me avisou 20 minutos atrás. Já que não posso acordar mais tarde...

O que eu tão tortuosamente, desajeitadamente e resumidamente estou querendo dizer é: 

Inspire-se! Faça algo bom por você!

Se você já faz, minhas felicitações verdadeiras. Palavra de quem levou um ótimo sermão do médico. E, acreditem, eu precisava. 

Só espero que desta vez, eu acorde!

Orgulho da mamãe! #vaigordinha

sábado, 20 de outubro de 2012

Pequenas ~Revelações~

Essa semana, sentei para assistir um pedaço da faladíssima Avenida Brasil. 
Não tinha assistido nenhum capítulo ainda, mas, claro, não estava de todo alheia. Twitter, capas de revistas, colegas de trabalho... sabia que existia uma Carms e um Tufão, um Max, uma Nina, uma mãe Lucinda...
Então, liguei a tv e, na tela, apareceu o eterno Albieri contando uma história. De repente, em meio todo aquele blá blá blá, a revelação:

"O Nilo era bancário."

Apenas isso.

Desliguei a tv, fui ler um livro.

*Imagem: Reprodução

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Cenas de Supermercado

Aí, eu estava ali, vendo revistas naquelas prateleirinhas ao lado do caixa.
Uma senhora entre 60 e 70 anos, alta, magra, distinta... (uma lady, sabe como é?) terminando de passar um ~rancho~ no caixa.
Então, chega o próximo da fila: um senhor da mesma idade, baixinho, gordinho, barrigudo, (bem estilo vovô Noel bonachão, sabe como é?).
A caixa fala o valor e ela saca o cartão. O senhor na mesma hora:
- Viu só? É por isso que eu nunca dei um cartão de crédito para a minha mulher.
A senhora, que já retirava as compras do caixa, retruca:
- E é por isso que eu nunca tive um marido!


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

"Nunca deixe de escrever"

Sabe aquelas lembranças que ficam bem guardadinhas lá dentro e dificilmente vêm a tona?
Pois é! Acabei de achar uma dessas... 
Estava aqui, pensando que o final do ano está chegando e com ele, o meu projeto também: o Sereias Afogadas. No fim, o Sereias acabou sendo um Brócolis! menos íntimo, com menos trapalhada e reclamação e menos cara de "Querido Diário", mas, que eu adoro igualmente. Então, feito uma velha de dois corações, pensava se ano que vem paro com o Sereias e sigo só com o Brócolis!, trazendo umas coisinhas de lá para cá, ou se sigo com os dois, do jeitinho que é aqui, por diversão, sem compromisso... (Btw, adoraria opiniões!)

Foi aí que eu lembrei de algo que quase nunca desenterro: eu já tive uma coluna num jornal! Acreditam? Eu não lembro direito como era. Claro, era o jornal de um vizinho, de pequena circulação. Foi entre a segunda e a quinta série, nem o ano sei. Ele e a esposa me convidaram para escrever sobre o que eu quisesse e eu aceitei. Tinha apenas que levar os textos até certa data na casa deles. Não durou muito. Logo, eles estavam de mudança e as provas do colégio chegando... bom, ainda tenho os recortes.

Porém, nem foi essa a minha lembrança de verdade. Foi sim de uma senhora, chamada Safira, que trabalhava com uma tia minha e que eu via muito, mas, muito raramente. Eu acompanhei minha tia num desses programas de índio do trabalho dela. Na época, ela fazia parte da Secretaria do Meio Ambiente e... eu nem lembro o que eu fui fazer lá.

Mas, enfim, encontrei Safira pela primeira vez. Ela me cumprimentou e disse, assim do nada, que lia o que eu escrevia. Que esperava toda semana para ler o que escrevia. E que mesmo que aquilo com o jornal não durasse, que eu nunca, nunca deveria parar de escrever. 

Lembrei disso e achei fofo! =)