sexta-feira, 16 de março de 2012

Vai uma ajuda aí?

Cenário: 

Você entra na loja. Uma vendedora com voz irritante atende uma cliente justamente na sessão em que você quer/precisa olhar uns produtos. Você já olha apavorada para seu namorado, que, gentilmente, te acompanhou à loja após o almoço. A cliente vai para o fundo da loja, acompanhada pela vendedora que ainda não parou de falar. E você ali, olhando com calma a prateleira. De repente, aparece um ser do seu lado:
- Precisa de ajuda?
Sim! A vendedora com voz irritantemente alta.
- Não, obrigada!
- Ok.
Você continua olhando com calma, lendo rótulos e... dois minutos depois:
- Precisa de ajuda?
- Não, se eu precisar eu peço, mas, obrigada.
Mais uma vez, você tenta voltar a prateleira. Uns 3 minutos se passam e você sente que a vendedora vai se insinuar de novo, já que ela começou a arrumar a prateleira em que você está, praticamente colada em você. Você vira para o seu namorado:
- Por favor, vamos embora! Depois, passamos na loja X. Lá, ao menos, eu consigo avaliar os produtos sozinha, no tempo que eu precisar!

Cada uma...

quarta-feira, 7 de março de 2012

The Iron Lady*


dama 4 Estreia   <i> A Dama de Ferro</i>
Assisti ao filme na segunda-feira da semana passada e fiquei pensando o que eu poderia dizer sobre ele.

Para começar, não sei porque cargas d'água, a foto do cartaz me lembra a Rainha de Copas de "Alice no País das Maravilhas". Deve ser o cabelo. Só pode.

Anyway...

A Dama de Ferro (The Iron Lady - 2011)
Diretora: Phyllida Lloyd
Com: Meryl Streep, Jim Brodbent, Iain Glenn.

E, o que eu posso dizer?
Vá por Meryl. Apenas isso: Vá, se você gostar de Meryl Streep. 
Na minha opinião, o filme foi perfeito naquilo em que foi premiado: Melhor Maquiagem e Melhor Atriz.
Uma montagem irregular, com boas atuações. Não vá ao cinema para assistir a história ou a trajetória política de Margaret Thatcher. Você, com certeza, sairá frustrado. Os pontos principais de sua carreira são apenas pincelados. A mulher, causa de amores e ódios ao longo de sua carreira, é retratada de forma neutra. O recurso: a narração, por meio de flashbacks, através do ponto de vista de uma senil Thatcher, que, parece esquecer dos detalhes. Em vários momentos, a história fica em segundo plano, para admirarmos apenas a atriz. 
Então, repito: vá por Meryl!
Ela está sen-sa-cio-nal! Já na primeira cena, a tão falada cena do mercadinho, ficamos em dúvida se é ela ou a verdadeira Thatcher que está lá. A maquiagem é indispensável, claro. Mas, os trejeitos, a postura, a atuação... 

Meryl Streep, aquela que nos faz virar fãs em seu Diabo vestido de Prada, a freira que odiamos ("Dúvida"), a que nos leva as lágrimas ("A Escolha de Sofia", "As Pontes de Madison"), ou as gargalhadas ("Simplesmente Complicado",  "Julie &Julia"), e o pior, a que nos faz cantar ("Mamma Mia")!
Com mais de 60 anos, e, sem mais nada a provar, encara interpretar Margaret Thatcher, uma personagem de natureza difícil. Se ela consegue? Nos mantem presos a tela do começo ao fim. É o que segura o filme!

*Postagem original de Sereias Afogadas!