terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Para falar de Maysa...

MAISA

Um dia pensei um poema para Maísa
"Maísa não é isso
Maísa não é aquilo
Como é então que Maísa me comove me sacode me buleversa me hipnotiza?



Muito simplesmente
Maísa não é isso mas Maísa tem aquilo
Maísa não é aquilo mas Maísa tem isto
Os olhos de Maísa são dois não sei quê dois não sei como diga dois Oceanos Não-Pacíficos



A boca de Maísa é isto isso e aquilo
Quem fala mais em Maísa a boca ou os olhos?
Os olhos e a boca de Maísa se entendem os olhos dizem uma coisa e a boca de Maísa se condói se contrai se contorce como a ostra viva em que se pingou uma gota de limão.
A boca de Maísa escanteia e os olhos de Maísa ficam sérios meu Deus como os olhos de Maísa podem ser sérios e como a boca de Maísa pode ser amarga!
Boca da noite (mas de repente alvorece num sorriso infantil inefável)"
Cacei imagens delirantes
Maísa podia não gostar
Cassei o poema.



Maísa reapareceu depois de longa ausência
Maísa emagreceu
Está melhor assim?
Nem melhor nem pior
Maísa não é um corpo
Maísa são dois olhos e uma boca
Essa é a Maísa da televisão
A Maísa que canta
A outra eu não conheço não
Não conheço de todo
Mas mando um beijo para ela.



Manuel Bandeira, Estrela da Tarde

Alguém explica?

Em Criciúma, na última semana, o acontecimento que reuniu a "high society" criciumense foi o tal do costelaço. Eu - como não membro da nata criciumense e não admiradora de costela - não participei do evento, que segundo as informações do site, pareceu-me bem organizado.


Entretanto, algo no outdoor me chamou a atenção, nada mais, nada menos que o slogan da festa:



"Só não vai quem coleciona borboleta seca."


Afinal, que que isso significa?


a) Todos vão participar, afinal, ninguém coleciona borboleta seca.

b) Quem não participar é colecionador de borboleta seca.

c) Os colecionadores de inseto em hipótese alguma podem participar.

d) Trata-se de uma expressão com conotação sexual e que não é de conhecimento público.

e) É uma nova brincadeirinha/piadinha da nata criciumense, que estão tentando fazer virar gíria nacional.

Informações:
As divulgadoras foram denominadas 'Borbolets'.

Dúvida:
Se eu ganhei/comprei um exemplar deste inseto empalhado, automaticamente, estou descartada da festa?

Se alguém tiver um palpite...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Que tipo de Bridget você é?

Bridget Jones... Quem não ouviu ao menos uma menção ao seu nome?

Uma personagem caricata que através das mãos (e pensamentos) de Helen Fielding abriu espaço para um filão de livros: o da heroína romântica e estabanada... isto é, a Cinderela mordena, que continua em busca do príncipe encantado, e, com final feliz de sempre!

Atrás do sucesso de Helen Fielding, vieram inúmeras outras escritoras e a explosão do “chick lit”, o estilo literário que tem por mérito explorar com muito humor as inquietações das mulheres em relação à carreira, auto-imagem, relacionamentos e auto-estima, gerando identificação imediata e fazendo as leitoras rirem de si mesmas.

Voltando a Bridget...

É uma personagem que cativa por ser normal. A confusa, ansiosa e graciosamente neurótica Bridget é um patrimônio britânico por excelência, dos hábitos prejudiciais à saúde (como o de asfixiar as mágoas com doses cavalares de tabaco) ao senso de humor debochado – cuja vítima mais freqüente é ela mesma.

Bridget é uma mulher de 30 anos, solteira, que trabalha e reside em Londres e gosta de se divertir em pubs, bares e restaurantes. Ela faz confidências aos seus amigos, mantém um diário, está sempre de olho no seu peso flutuante, às voltas com dietas adiadas e anotando as calorias do dia. Ela também é insegura em relação ao que o futuro lhe reserva.

Não é gorda, mas adoraria ser mais magra. Da sua lista de resoluções consta parar de fumar, de beber, de não esquecer de lavar a roupa suja e nem perder tempo vendo novelas ou tentando adivinhar onde largou as chaves de casa.

Atire a primeira pedra quem nunca suspirou lendo/assistindo uma passagem de sua vida! Ou quem nunca esteve no seu lugar!

Afinal, quem nunca acreditou num sapo encantado ou brigou com a balança e fez as pazes comemorando com chocolate? E aqueles papos que só se têm com a melhor amiga? E os pensamentos que mal se admitem pra si mesma? Quem nunca ficou horas olhando para o telefone rezando para ele tocar? Ou se dividiu entre fazer uma poupança ou ceder à tentação de usar o limite do cartão numa terapia de shopping? Quem nunca leu algo na área da auto-ajuda, mesmo que para criticar ou dar uma boa risada?

Sem falar em momentos mágicos como conseguir entrar de novo naquele jeans velho, receber uma promoção no trabalho ou, ainda, linda e poderosa, encontrar com o ex na balada.

Bridget tem ainda o dom da gafe: sabe escolher como ninguém a hora errada de dizer a coisa errada, em suma, é um modelo de desorganização e o alvo perfeito para guias de auto-ajuda na linha de Homens São de Marte, Mulheres São de Vênus.



Sim, eu li os livros, e sim, eu assisti aos filmes... mas o responsável por esse falatório todo esta brincadeira:

http://br.geocities.com/bridgetjonescleaver/

Divirta-se e veja que tipo de Bridget você é!